Martinismo


O Martinismo é uma corrente pensamento com base no esoterismo; um movimento para-militar e espiritual, conotado com o misticismo judaico-Cristão, e com os ensinamentos de Louis Claude de Saint-Martin (1743-1803), e por conseguinte, com a queda de Adão, primeiro homem, tal como latente no texto de Fernando Pessoa,
No Túmulo de Christian Rosenkreutz, do seu estado de privação material da fonte divina, e de todo o processo de retorno à sua essência, designado por 'Reintegração' ou Iluminação. O termo é também a designação de um grau maçónico.[1]

A escola de Martinez, restringiu-se à Teurgia, à prática operativa, enquanto que a escola de Louis Claude de Saint-Martin estendeu-se à chamada via mística ou cardíaca.[2] Mais tarde o seu secretário, Louis Claude de Saint-Martin, também conhecido como o "filósofo desconhecido" através do seu livro Quadro Natural das Relações Existentes Entre Deus, o Homem e o Universo,[3] (1782). Saint Martin enuncia nos seus livros, três fases de evolução espiritual, nomeadamente, 'Le Crocodile', 'l'Homme de Desir', 'l'Homme-Dieu', e por aí em diante. A palavra "Martinism" é pois conotada com estes dois Homens, "Martinès" e "Saint-Martin", tendo sido introduzida por Papus. Umberto Eco, no seu romance O Pêndulo de Foucault, enuncia uma grande confusão entre Martinismo e Martinesismo. O propósito do movimento é, como Saint-Martin enuncia, a via Cardíaca, nomeadamente uma ascensão teúrgica, nos mistérios de iniciação da gnose cristã, partindo de bases marcadamente esotéricas.

As iniciações no Martinismo tomam lugar privadamente, de mestre a iniciado. Os martinistas estão, por norma, convencidos de que o seu processo de iniciação é uma plantação de uma semente, e que compete ao iniciado, fazê-la crescer dentro de si. Como uma tradição mística, foi primeiro transmitido através de um alto grau maçónico estabelecido por volta de 1740, por Martinez de Pasqually, e mais tarde propagado pelos seus dois alunos, Louis Claude de Saint-Martin , e Jean Baptiste de Willermoz, o primeiro fundador de um movimento de nome Martinismo, criado no século XVII-XVIII, e re-estabelecido por Papus, sob os auspícios da Ordre Kabbalistique De La Rose Croix, o segundo fundador do Rito Escocês Retificado da Franco-Maçonaria.

O termo Martinismo aplica-se tanto a esta doutrina particular e aos ensinamentos da Ordre Martiniste Traditionnel fundada em 1886 por Augustin Chaboseau e Papus, ele mesmo associado à dinâmica iniciática em Paris, e médico durante a primeira guerra mundial, onde viria a falecer, e membro de ordens como a Ordre Kabbalistique De La Rose Croix, a Hermetic Order of the Golden Dawn, e outras ordens similares). Este termo não foi usado por Louis Claude de Saint-Martin, todavia.[4][5] Esta confusa desambiguação tem sido um problema, desde o final do século XIX, onde Martinismo teria sido usado entre Louis Claude de Saint-Martin e Martinez de Pasqually, e os trabalhos do primeiro serem atribuídos ao segundo.[6]

A transmissão regular do Martinismo para Augustin Chaboseau e Papus ainda precisa de ser melhor documentada.

O Martinismo apresenta conotações com a Franco-Maçonaria, devido às bases comuns dos dois movimentos, e devido ao grande número de afiliações mútuas nestas ordens por parte dos seus membros. O Martinismo não deve ser confundido com a Igreja Evangélicas Luterana, que tem as suas bases em Martinho Lutero.

A maior parte dos movimentos martinistas modernos, são dotados de uma estrutura de três graus, cujo nome pode variar, a saber:

- Asociado (1º grau)
- Iniciado (2º grau)
- Superior Descohecido ("S.I.") (3º grau)


Origem:

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