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Oriente Eterno
“Se queres empregar bem vossa vida, pensas na morte”, e sobre a imortalidade da alma.
A frase acima estará gravada no jazigo
de nossa Oficina, para nossa constante reflexão.
Há alguns anos, nutria o sonho de que nossa Oficina possuísse
um jazigo para a morada da matéria de nossos Irmãos, quando
do último suspiro de nosso Espírito, visto que do pó
viemos, e ao pó retornaremos.
Eis que aos dezenove dias do mês de novembro do ano de 2008 da E.’.V.’.
adquirimos junto ao Cemitério Parque Vale dos Pinheirais, o jazigo
de número 3(três) localizado no lote 22, que resulta o número
4(quatro), cuja soma produz o número 7(sete), que é muito representativo
a nós, inclusive alusivo a nossa vestimenta.
Abaixo, cito o XIXº e no XXº Landmark de Albert G. Mackey:
XIX – A crença no GADU.’. é um dos mais importantes
Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento
absoluto e irremovível para a iniciação.
XX - Subsidiariamente à crença em um Ente Supremo, é
exigida a crença numa vida futura.
Após a colocação acima, abaixo cito um texto escrito
por Francisco Antonio de Oliveira, inserido em seu livro, intitulado Peregrinos
do Universo:
“O Homem, o mais antigo e o mais importante viajador do Universo, traz
em sua bagagem conhecimentos milenares adquiridos nos seus inúmeros
renasceres. Caminha de forma inexorável para aquilo que chamamos de
evolução. Evolução que será sempre relativa
e tem como marco de chegada à eternidade. Todos os espíritos,
até mesmo aqueles que atingiram o grau elevado da santificação,
estão condenados à eterna evolução sem nunca atingir
a perfeição.
Viajamos todos em enorme comboio que não sabemos quando teve início,
mas que certamente não terá parada rumo à eternidade.
Muitos subirão e outros tantos descerão num moto contínuo
nessa viagem incrível, até que se cumpram os desígnos,
com a total integração do Homem ao Universo; as coisas ligam-se
e completam-se com tal intensidade que não haverá paz da parte
sem o todo. Existe uma força latente, constante que busca integrar
o Homem e Universo.
A neutralização do conhecimento a cada renascer não significa
que o indivíduo tenha perdido toda a bagagem que compõe a sua
evolução. Conclusão nesse sentido seria ilógica,
mesmo porque na natureza nada se perde, tudo se transforma, segundo a Lei
de Lavoisier, ensinamentos que não se restringem ao campo material.
O repositório permanece e a ele temos acesso quando dormimos, quando
nosso corpo descansa, ocasião em que nos libertamos por meio dos sonhos.
Freud e Jung sabiam da importância desse canal. Jung foi mais longe
ao conceber no incosciente coletivo ou impessoal toda uma gama de conhecimentos
que extrapolam a nossa simples vivência, como queria Freud ao eleger
somente o incosciente pessoal como repositório.
O incosciente coletivo liga o Homem a uma hereditariedade Universal e funciona
como espécie de repositório que também se abre pelo canal
da intuição. É como se as coisas do Universo falassem,
se comunicassem. E elas falam e se comunicam. O homem nada cria e nada inventa.
As coisas já estão criadas e inventadas. Nós as captamos,
desde que entremos na mesma sintonia e na mesma vibração. Tudo
nos é revelado, muito embora procuremos uma explicação
racional para satisfação pessoal. A poesia, a pintura, a música,
a ciência e toda espécie de conhecimentos aí estão
a nosso dispor. Dependendo da vocação, do interesse e da determinação,
o canal que nos ligará com o Universo abri-se-á. Nesse momento,
transformamo-nos em instrumento de ligação entre o divino e
o humano. É a faísca divina refletida no pequeno grão
de areia.
A intuição é algo que não se explica. Poderá
surgir a qualquer momento.
Encerro a presente citando Eclesiastes: “Não errarás se
leres os sinais”.
Fraternalmente,
Saúde Força e União
N.N.D.N.N.
VENERÁVEL MESTRE DA
ARLS.’. VERDADEIROS AMIGOS 3902 GOSP.’./GOB
ORIENTE DE SÃO PAULO