CAPÍTULO OS VERDADEIROS AMIGOS No 56 DE MAÇONS DO REAL ARCO DO BRASIL

FUNDADO EM 31/07/2540 AI

NON NOBIS DOMINE, NON NOBIS, SED NOMINE TUO AD GLORIAM

 

 

Intervisitação – Direito Assegurado

 

Companheiros de Marca e do Arco Real Inglês serão muito bem recebidos em nosso Capítulo. Abaixo dado documental.
Fiel e Sinceramente,
N.N.D.N.N.
S.S. do Capítulo 56 – Os Verdadeiros Amigos

 

Uma decisão que diz respeito às relações com a Maçonaria inglesa diz o seguinte:

 


Visitation


1. Any member in good standing in one of our Subordinate Chapters can visit in any recognized Grand Jurisdiction.
Traduzindo, qualquer membro estando regular um de nossos Capítulos pode visitar qualquer Grande Jurisdição reconhecida. (Proceedings do General Grand Chapter RAM, 1933, pp. 152-153)
2. A member of a Subordinate Chapter of the General Grand Chapter may visit a Chapter under the jurisdiction of the Supreme Grand Chapter of England and witness the conferral of the Royal Arch Degree on one who has not received the Mark, Past and Most Excellent degrees, provided (sic) that this right of visitation is not necessarily reciprocal, and that no one may visit a Subordinate Chapter during the conferring of a degree which he has not received.
Traduzindo, um membro de um Capítulo subordinado ao General Grand Chapter (americano) pode visitar um Capítulo sob a jurisdição do Supremo Grande Capítulo da Inglaterra e testemunhar a colação do Grau de Maçom do Real Arco em alguém que não tenha recebido o Grau de Mestre de Marca, Past Master e Mui Escelente Mestre, desde que este direito não seja necessariamente recíproco, e que ninguém poderá visitar um Capítulo Subordinado (americano, ele quer dizer) durante a cerimônia de um Grau que não tenha recebido. (Proceedings do General Grand Chapter RAM, 1933, pp. 152-153)

Entendemos então que os americanos aceitam que um MRA americano assista a uma cerimônia do Arco Real inglês e vice-versa, mas não que um MRA inglês esteja presente nos demais Graus Capitulares americanos, a menos que seja iniciado.

 

Reconhecimento

No History of Royal Arch Masonry, de Everett R. Turnbull e Ray V. Denslow, editado em 4 volumes pelo General Grand Chapter of Royal Arch Masons, temos, no volume I,

– Na Trienal de 21 de agosto de 1877, em Buffalo, New York: The recognition of the Grand Lodge of Mark Masters of England and Wales was again brought up and by a vote of 66 to 53 was recognized – o Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco internacional reconheceu oficialmente a Grande Loja de Marca inglesa (o assunto havia sido debatido na Trienal de 1874, realizada em Nashville, Tenessee)
– Na Trienal de 12 de outubro de 1897, é relatado que o Comp. Graff M. Acklin apresentou as saudações oficiais do General Grand Chapter ao Grão-Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra, o príncipe de Gales (mais tarde Edward VII), em sessão comemorativa do Jubileu de Diamante do reinado da Rainha Vitória.
– Na Trienal de 1º de setembro de 1915, em São Francisco, Califórnia, foi retirado o reconhecimento do Grand Chapter of Scotland, devido a divergências nas Filipinas.
– Na Trienal de 10 de setembro de 1924, em Portland, Maine, o General Grand Chapter acertou as diferenças com o Supreme Grand Chapter of Scotland. A partir daí, representantes oficiais têm comparecido a diversas Trienais.
– Na Trienal de 11 de outubro de 1933, estiveram oficialmente presentes o Conde de Cassillis, Primeiro Grande Principal, e George A. Howell, Grande Escriba E do Grand Chapter of Scotland.
– Na Trienal de 4 de setembro de 1946, atrasada em um ano pelo final da guerra falta de hotéis disponíveis nos Estados Unidos e realizada em Winnipeg, Manitoba (Canadá), foram feitos membros honorários do General Grand Chapter R.H.F. Moncrieff e o conde de Harewood, Primeiros Grandes Principais do Supreme Grand Chapter of Scotland e do Supreme Grand Chapter of England, respectivamente.
– Na Trienal de 6 de outubro de 1948, em Nova York, o duque de Devonshire, Grande Principal do Supreme Grand Chapter of England, foi feito membro honorário.
E hoje?
Na atualidade, as duas versões do Real Arco – a original, americana, proveniente do Real Arco da Grande Loja dos Antigos, e a nova versão, inglesa, criada após a união de 1813, como um Grau lateral dentro do simbolismo – mantêm uma tradição de intervisitação nos dois Graus comumente trabalhados, Maçom do Real Arco e Mestres de Marca (para os MRA ingleses que o tenham recebido). Para os Graus de Past Master e Mui Excelente Mestre, entretanto, é preciso que os Companheiros ingleses sejam neles iniciados. O Grande Secretário da Grande Loja Unida da Inglaterra ratificou esta posição em carta recente ao nosso Grande Sumo Sacerdote Geral Internacional, M. Exc. Comp. Larry Gray.




Referências

(1) Coy, Henry Wilson – A Comprehensive View of Freemasonry, Macoy, 1996
(2) Denomina-se de jacobitas aos partidários da restauração dos Stuarts no trono do Reino Unido. A ameaça só se extinguiu em 1745, com a derrota deles na batalha de Culloden.


* As iniciais após o nome do autor significam: MI, Mestre Instalado; MRA, Maçom do Real Arco; SEM, Super Excelente Mestre (Graus Crípticos); PGSS, Past Grande Sumo Sacerdote; DGGHP-Latin America, Deputy General Grand High Priest – Latin América

 

 

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